{"id":3892,"date":"2019-02-07T15:06:04","date_gmt":"2019-02-07T15:06:04","guid":{"rendered":"https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/?p=3892"},"modified":"2019-02-07T15:08:59","modified_gmt":"2019-02-07T15:08:59","slug":"sua-boca-e-o-cigarro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/index.php\/2019\/02\/07\/sua-boca-e-o-cigarro\/","title":{"rendered":"Sua boca e o cigarro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Se quase todo mundo saber que \u00e9 ruim, porque tanta gente fuma?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Como dar o primeiro passo para se libertar?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Se conhece algu\u00e9m que fuma, vale compartilhar o texto!!<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3893\" src=\"https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca.jpg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca.jpg 402w, https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca-768x542.jpg 768w, https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca-100x70.jpg 100w, https:\/\/clinicaesperienza.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cigarro-e-a-boca-230x162.jpg 230w\" sizes=\"(max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/a><br \/>\n<strong><em>Voc\u00ea sabia?<\/em><\/strong><br \/>\nAlguns psiquiatras elaboraram longos estudos a respeito da sensualidade associada ao ato de fumar e estabeleceram uma rela\u00e7\u00e3o entre o gestual de levar o cigarro \u00e0 boca, o jogo dos l\u00e1bios e as fases mais precoces da sexualidade.<br \/>\nMuitos s\u00e3o os motivos que podem levar uma pessoa ao h\u00e1bito de fumar. No entanto, ningu\u00e9m discute que a fuma\u00e7a do cigarro e seus componentes \u2013 s\u00e3o mais de 4 mil subst\u00e2ncias nocivas \u2013 provocam a\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria n\u00e3o s\u00f3 na cavidade oral, mas em todo o organismo.<\/p>\n<p><strong>Quais os danos causados pela fuma\u00e7a carregada de agentes qu\u00edmicos que o fumante joga na boca pelo cigarro?<\/strong><\/p>\n<p>Na fuma\u00e7a do cigarro n\u00e3o h\u00e1 apenas nicotina e alcatr\u00e3o. Testes laboratoriais demonstram nela existirem centenas de compostos comprovadamente cancer\u00edgenos que agridem a mucosa da boca. Al\u00e9m disso, ela sai do cigarro muito quente. Portanto, os danos \u00e0 mucosa n\u00e3o adv\u00eam apenas dos agentes qu\u00edmicos, mas tamb\u00e9m da agress\u00e3o t\u00e9rmica resultante da alta temperatura em que a fuma\u00e7a \u00e9 absorvida.<br \/>\nH\u00e1, ainda, outra agravante. Associar tabaco a bebidas alco\u00f3licas implica consequ\u00eancias dram\u00e1ticas, porque o \u00e1lcool ajuda a dissolver tanto a nicotina quanto as demais subst\u00e2ncias nocivas presentes no cigarro, aumentando sua concentra\u00e7\u00e3o. Mais concentrados, esses compostos irritam a mucosa e favorecem o aparecimento de les\u00f5es na boca que, com o passar do tempo, podem tornar-se malignas. Quem j\u00e1 n\u00e3o viu um fumante, numa roda social, dar uma tragada, pegar um copo de u\u00edsque ou de outra bebida qualquer, lev\u00e1-lo \u00e0 boca, beber um gole, descansar o copo sobre a mesa e dar nova tragada sem dar-se conta do mal que est\u00e1 causando ao pr\u00f3prio organismo.<\/p>\n<p><strong>O cigarro \u00e9 uma droga compulsiva, que provoca repetidas, intensas e desagrad\u00e1veis crises de abstin\u00eancia.<\/strong><br \/>\n<strong>Como orientar essas pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Deixar de fumar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<br \/>\nEncaminhamemto dessas pessoas para grupos de apoio nos quais encontrar\u00e3o profissionais especializados pode ajud\u00e1-las. Se j\u00e1 houver uma les\u00e3o pr\u00e9-neopl\u00e1sica, esse recurso assume valor inestim\u00e1vel, porque parar de fumar \u00e9 quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer da boca<\/strong><br \/>\nO c\u00e2ncer da boca basicamente incide mais sobre a popula\u00e7\u00e3o masculina, na propor\u00e7\u00e3o de tr\u00eas homens para cada mulher.<br \/>\nAparecem na mucosa da bochecha, na l\u00edngua ou no assoalho da boca e todo o fumante que notar sua presen\u00e7a deve procurar aux\u00edlio odontol\u00f3gico o mais depressa poss\u00edvel.<br \/>\nNo Brasil por falta de preven\u00e7\u00e3o, em 85% dos casos, quando a doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada, o tumor est\u00e1 em fase avan\u00e7ada localmente na boca ou j\u00e1 atingiu os g\u00e2nglios do pesco\u00e7o. A terapia indicada nesse est\u00e1gio da evolu\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e cirurgias mais radicais com impacto negativo no resultado final, no alto custo e no comprometimento da apar\u00eancia f\u00edsica.<br \/>\nElas n\u00e3o sangram necessariamente. Na verdade, s\u00e3o muito heterog\u00eaneas na apresenta\u00e7\u00e3o. Algumas formam um tumor na boca; outras, uma ferida ulcerada ou uma placa completamente assintom\u00e1tica. O aspecto \u00e9 bastante vari\u00e1vel. Por isso, qualquer coisa anormal que se note na boca, em especial na borda da l\u00edngua, \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o e um cirurgi\u00e3o dentista deve avaliar o problema.<br \/>\n<strong>EXAMES PERI\u00d3DICOS<\/strong><br \/>\nO fumante, mesmo que n\u00e3o tenha nada, precisa ir a um especialista para examinar a boca, de prefer\u00eancia a cada seis meses, o fumante deve submeter-se a exame rigoroso da cavidade oral.<br \/>\nDevem ser examinados por profissionais especializados.<\/p>\n<p>Existem tr\u00eas fatores de risco principais para essa doen\u00e7a: tabaco, \u00e1lcool e m\u00e1 higiene oral.<br \/>\nNa regi\u00e3o metropolitana da cidade de S\u00e3o Paulo, ocorre a segunda maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer de boca do mundo. S\u00f3 perdem para a \u00cdndia. Em termos estat\u00edsticos, isso significa que em cada 100 mil pessoas, cerca de 19 desenvolvem c\u00e2ncer de boca.<br \/>\nOutro dado interessante baseia-se nas les\u00f5es predisponentes para o c\u00e2ncer de boca. No Estado de S\u00e3o Paulo, a estimativa \u00e9 que haja 5 mil novos casos de c\u00e2ncer de boca por ano. Se considerarmos que a cada caso correspondem outros cinco de les\u00f5es predisponentes que podem demorar 20 anos para transformar-se num c\u00e2ncer, \u00e9 poss\u00edvel imaginar que, em algum momento dessa etapa evolutiva da carcinog\u00eanese no Estado, haver\u00e1 seiscentas mil pessoas com risco de desenvolver c\u00e2ncer ou com a doen\u00e7a j\u00e1 instalada.<br \/>\n<strong>AUTO EXAME<\/strong><\/p>\n<p>\u00datil, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o autoexame ajude a pessoa a diferenciar as les\u00f5es benignas das malignas por causa da heterogeneidade de aspecto dessas les\u00f5es.<br \/>\nNa boca, entretanto, n\u00e3o existe um \u00fanico sinal caracter\u00edstico de les\u00e3o maligna. Por isso, insisto: percebendo alguma coisa anormal na boca, a pessoa deve procurar um m\u00e9dico.<br \/>\nAcredito, tamb\u00e9m, em campanhas de esclarecimento cujo objetivo seja convencer os fumantes acima de 40 anos e as pessoas com hist\u00f3ria de parentes pr\u00f3ximos que tiveram c\u00e2ncer de cabe\u00e7a, pesco\u00e7o ou de boca, da necessidade de exames peri\u00f3dicos, uma vez que h\u00e1 certa propens\u00e3o familiar para essa esp\u00e9cie de tumor.<br \/>\nOutra popula\u00e7\u00e3o particularmente de risco \u00e9 a que j\u00e1 teve algum tipo de c\u00e2ncer de cabe\u00e7a ou pesco\u00e7o e est\u00e1 curada. A recidiva costuma ocorrer em mais ou menos 5% dos pacientes a cada ano que passa. Por isso, o acompanhamento m\u00e9dico tem de ser permanente nesses casos.<br \/>\n<strong>APAR\u00caNCIA DA BOCA<\/strong><\/p>\n<p>Sempre h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es significativas na boca do fumante. A primeira \u00e9 a halitose.<br \/>\nO mau h\u00e1lito dos fumantes tem caracter\u00edsticas muito peculiares. Depois existem os problemas dos dentes e das gengivas.<br \/>\nBasicamente, o cigarro provoca uma inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica na mucosa que, irritada, favorece o aparecimento de les\u00f5es predisponentes. Constatado o problema, a pessoa deve ser avisada do risco que est\u00e1 correndo se continuar fumando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se quase todo mundo saber que \u00e9 ruim, porque tanta gente fuma? Como dar o primeiro passo para se libertar? Se conhece algu\u00e9m que fuma, vale compartilhar o texto!! Voc\u00ea sabia? Alguns psiquiatras elaboraram longos estudos a respeito da sensualidade associada ao ato de fumar e estabeleceram uma rela\u00e7\u00e3o entre o gestual de levar o cigarro \u00e0 boca, o jogo dos l\u00e1bios e as fases mais precoces da sexualidade. Muitos s\u00e3o os motivos que podem levar uma pessoa ao h\u00e1bito de fumar. No entanto, ningu\u00e9m discute que a fuma\u00e7a do cigarro e seus componentes \u2013 s\u00e3o mais de 4 mil subst\u00e2ncias nocivas \u2013 provocam a\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria n\u00e3o s\u00f3 na cavidade oral, mas em todo o organismo. Quais os danos causados pela fuma\u00e7a carregada de agentes qu\u00edmicos que o fumante joga na boca pelo cigarro? Na fuma\u00e7a do cigarro n\u00e3o h\u00e1 apenas nicotina e alcatr\u00e3o. Testes laboratoriais demonstram nela existirem centenas de compostos comprovadamente cancer\u00edgenos que agridem a mucosa da boca. Al\u00e9m disso, ela sai do cigarro muito quente. Portanto, os danos \u00e0 mucosa n\u00e3o adv\u00eam apenas dos agentes qu\u00edmicos, mas tamb\u00e9m da agress\u00e3o t\u00e9rmica resultante da alta temperatura em que a fuma\u00e7a \u00e9 absorvida. H\u00e1, ainda, outra agravante. Associar tabaco a bebidas alco\u00f3licas implica consequ\u00eancias dram\u00e1ticas, porque o \u00e1lcool ajuda a dissolver tanto a nicotina quanto as demais subst\u00e2ncias nocivas presentes no cigarro, aumentando sua concentra\u00e7\u00e3o. Mais concentrados, esses compostos irritam a mucosa e favorecem o aparecimento de les\u00f5es na boca que, com o passar do tempo, podem tornar-se malignas. Quem j\u00e1 n\u00e3o viu um fumante, numa roda social, dar uma tragada, pegar um copo de u\u00edsque ou de outra bebida qualquer, lev\u00e1-lo \u00e0 boca, beber um gole, descansar o copo sobre a mesa e dar nova tragada sem dar-se conta do mal que est\u00e1 causando ao pr\u00f3prio organismo. O cigarro \u00e9 uma droga compulsiva, que provoca repetidas, intensas e desagrad\u00e1veis crises de abstin\u00eancia. Como orientar essas pessoas? Deixar de fumar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Encaminhamemto dessas pessoas para grupos de apoio nos quais encontrar\u00e3o profissionais especializados pode ajud\u00e1-las. Se j\u00e1 houver uma les\u00e3o pr\u00e9-neopl\u00e1sica, esse recurso assume valor inestim\u00e1vel, porque parar de fumar \u00e9 quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. C\u00e2ncer da boca O c\u00e2ncer da boca basicamente incide mais sobre a popula\u00e7\u00e3o masculina, na propor\u00e7\u00e3o de tr\u00eas homens para cada mulher. Aparecem na mucosa da bochecha, na l\u00edngua ou no assoalho da boca e todo o fumante que notar sua presen\u00e7a deve procurar aux\u00edlio odontol\u00f3gico o mais depressa poss\u00edvel. No Brasil por falta de preven\u00e7\u00e3o, em 85% dos casos, quando a doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada, o tumor est\u00e1 em fase avan\u00e7ada localmente na boca ou j\u00e1 atingiu os g\u00e2nglios do pesco\u00e7o. A terapia indicada nesse est\u00e1gio da evolu\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e cirurgias mais radicais com impacto negativo no resultado final, no alto custo e no comprometimento da apar\u00eancia f\u00edsica. Elas n\u00e3o sangram necessariamente. Na verdade, s\u00e3o muito heterog\u00eaneas na apresenta\u00e7\u00e3o. Algumas formam um tumor na boca; outras, uma ferida ulcerada ou uma placa completamente assintom\u00e1tica. O aspecto \u00e9 bastante vari\u00e1vel. Por isso, qualquer coisa anormal que se note na boca, em especial na borda da l\u00edngua, \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o e um cirurgi\u00e3o dentista deve avaliar o problema. EXAMES PERI\u00d3DICOS O fumante, mesmo que n\u00e3o tenha nada, precisa ir a um especialista para examinar a boca, de prefer\u00eancia a cada seis meses, o fumante deve submeter-se a exame rigoroso da cavidade oral. Devem ser examinados por profissionais especializados. Existem tr\u00eas fatores de risco principais para essa doen\u00e7a: tabaco, \u00e1lcool e m\u00e1 higiene oral. Na regi\u00e3o metropolitana da cidade de S\u00e3o Paulo, ocorre a segunda maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer de boca do mundo. S\u00f3 perdem para a \u00cdndia. Em termos estat\u00edsticos, isso significa que em cada 100 mil pessoas, cerca de 19 desenvolvem c\u00e2ncer de boca. Outro dado interessante baseia-se nas les\u00f5es predisponentes para o c\u00e2ncer de boca. No Estado de S\u00e3o Paulo, a estimativa \u00e9 que haja 5 mil novos casos de c\u00e2ncer de boca por ano. Se considerarmos que a cada caso correspondem outros cinco de les\u00f5es predisponentes que podem demorar 20 anos para transformar-se num c\u00e2ncer, \u00e9 poss\u00edvel imaginar que, em algum momento dessa etapa evolutiva da carcinog\u00eanese no Estado, haver\u00e1 seiscentas mil pessoas com risco de desenvolver c\u00e2ncer ou com a doen\u00e7a j\u00e1 instalada. AUTO EXAME \u00datil, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o autoexame ajude a pessoa a diferenciar as les\u00f5es benignas das malignas por causa da heterogeneidade de aspecto dessas les\u00f5es. Na boca, entretanto, n\u00e3o existe um \u00fanico sinal caracter\u00edstico de les\u00e3o maligna. Por isso, insisto: percebendo alguma coisa anormal na boca, a pessoa deve procurar um m\u00e9dico. Acredito, tamb\u00e9m, em campanhas de esclarecimento cujo objetivo seja convencer os fumantes acima de 40 anos e as pessoas com hist\u00f3ria de parentes pr\u00f3ximos que tiveram c\u00e2ncer de cabe\u00e7a, pesco\u00e7o ou de boca, da necessidade de exames peri\u00f3dicos, uma vez que h\u00e1 certa propens\u00e3o familiar para essa esp\u00e9cie de tumor. Outra popula\u00e7\u00e3o particularmente de risco \u00e9 a que j\u00e1 teve algum tipo de c\u00e2ncer de cabe\u00e7a ou pesco\u00e7o e est\u00e1 curada. A recidiva costuma ocorrer em mais ou menos 5% dos pacientes a cada ano que passa. 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