Por Dra. Aurélia Costa – Nutricionista
Há tempos, por outro lado, o açúcar é apontado como um dos culpados pela
epidemia de obesidade, bem como suas doenças associadas.
A diferença está, basicamente, no processo de refinação. Mais
independentemente de qual tipo você prefira, é preciso ficar atento para não
exagerar. “Qualquer tipo, até mesmo a versão light, pode provocar os
problemas relacionado ao alto consumo.
TIPOS DE AÇÚCAR:
AÇÚCAR MASCAVO: é aquele que chega ao consumidor em sua forma bruta,
escura e úmida, extraído depois do cozimento do caldo-de- cana. Como não
passa pela etapa de refinamento, esse produto conserva um pouco de seus
nutrientes, como o cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio, magnésio, cobre e
selênio, vitamina B5, B6, Ácido Fólico e Niacina. Ainda assim, o mascavo não
deve ser considerado uma fonte exemplar desses minerais – apenas uma
versão mais saudável entre os açúcares disponíveis.
Em 5 g de açúcar mascavo encontramos: 20 kcal, 5 g de carboidratos, 1 mg de
cálcio e 2,1 mg de ferro.
DEMERARA: Em termos nutricionais, é muito parecido com os valores
nutricionais do mascavo, pois mantém os teores minerais da cana-de- açúcar. O
grão do açúcar demerara é marrom-claro e possui um benefício em relação ao
mascavo: não altera o sabor dos alimentos.
Em 5 g de açúcar demerara encontramos: 20 kcal, 5 g de carboidratos, 1 mg
de cálcio e 2,1 mg de ferro.
CRISTAL: É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem
dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por um
refinamento leve, que retira “só” 90% dos sais minerais. É mais apropriado para
o uso culinário.
Em 5 g de açúcar cristal encontramos: 20 kcal e 5 g de carboidratos.
AÇÚCAR REFINADO: E o açúcar branco, comum. Ele é processado a partir
do melado de cana-de- açúcar ou do açúcar mascavo. Inicialmente apresentado
na cor marrom, o açúcar refinado recebe uma série de produtos químicos,
como enxofre, que alteram sua cor e sabor para que ele fique claro e uniforme.
Consequentemente, o processo de refinamento faz com que o produto perca
90% das suas vitaminas e sais minerais, o que o transforma em um alimento
com calorias vazias, ou seja, sem nutrientes.
Em 5 g de açúcar refinado encontramos: 20 kcal e 5 g de carboidratos.
AÇÚCAR LIGHT: Ganha essa denominação porque não tem tanta sacarose
como o açúcar refinado e apresenta adição de adoçantes artificias, tais como
ciclamato, sacarina e aspartame. Esses quadruplicam o poder que o alimento
tem de adoçar. Na hora de preparar um cafezinho, por exemplo, a quantidade
de açúcar light usada é bem menor do que a de açúcar refinado.
Em 5 g de açúcar light encontramos: 20 kcal e 5 g de carboidratos (lembre-se:
como seu poder de adoçar é maior, a quantidade necessária nas receitas
é bem reduzida em relação ao refinado)
AÇÚCAR ORGÂNICO: É resultante de um sistema de produção agrícola que
busca um manejo mais equilibrado do solo e dos demais recursos naturais.
Seguindo o conceito de sustentabilidade ambiental, no plantio não usa adubos
ou fertilizantes e no processo de produção industrial não utiliza enxofre, ácido
fosfórico e outros elementos. A embalagem deve ser biodegradável.
É importante ressaltar que o título “orgânico” está relacionado ao modo de
produção do alimento, já que podemos encontrar no mercado “açúcar mascavo
orgânico”, “demerara orgânico”, “cristal orgânico”, etc. A vantagem de optar por
esse tipo de produto é colaborar com a sustentabilidade ambiental e, como
consequência, consumir um alimento livre de agrotóxicos e aditivos químicos.
De acordo com a American Heart Association (AHA), a quantidade máxima de
açúcares adicionados que você pode comer em um dia é:
Homens: 150 calorias por dia (37,5 gramas ou 9 colheres de chá).
Mulheres: 100 calorias por dia (25 gramas ou 6 colheres de chá).
