Pesquisar Tratamento

Porque a boca se torna prioridade em Israel !

Porque a boca se torna prioridade em Israel !
julho 17, 2019

País reconhece a importância da saúde oral  para longevidade

 

O país tem uma população de apenas 9 milhões de pessoas, sendo que 11% acima de 65 anos, com uma expectativa de vida alta: 84 anos para as mulheres e 80.3 anos para os homens.

A cobertura de saúde é universal, ou seja, todos têm direito ao sistema público e o foco, acertadamente, está na prevenção.

Para eles, é fundamental garantir que os mais velhos permaneçam saudáveis e independentes: “até 2030, população idosa vai dobrar em relação a 2014, mas não teremos dobrado o número de médicos, enfermeiras, tampouco o orçamento”.

É aí que entra a iniciativa de oferecer atendimento dentário para os idosos acima de 75 anos – cerca de 430 mil. Em fevereiro, essas pessoas passaram a ter acesso à manutenção da saúde oral, o que inclui radiografias, extração, tratamento de canal e limpeza para combater a periodontite (doença das gengivas).

A partir de outubro, quem tiver mais de 80 poderá fazer um tratamento completo. Não me refiro a providenciar dentaduras, e sim realizar implantes e o que mais for preciso para recuperar totalmente a boca.

O governo estima que 50 mil sejam beneficiados no primeiro ano. Os custos ficarão entre 10 mil e 15 mil dólares por pessoa (algo entre 40 mil e 60 mil reais). Dos 430 mil acima dos 75, o governo acredita que metade necessite de cuidados, mas o projeto é mais ambicioso: o objetivo é alcançar todos acima de 65. Há limitações orçamentárias para implementar essa política, mas o primeiro passo está dado: o orçamento inicial de 70 milhões de dólares (280 milhões de reais) será aumentado para 110 milhões de dólares (440 milhões de reais) em 2021.

 

A saúde da boca desempenha um papel crucial na longevidade dos indivíduos. Para começo de conversa, é determinante para a nossa autoestima e, consequentemente, ajuda a manter o convívio social e combater a solidão.

Além disso, preservar os dentes garante uma nutrição melhor e ajuda na deglutição – o que diminui o risco de engasgos. Pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, divulgaram, estudo mostrando que doenças da gengiva estão relacionadas ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer: as bactérias podem migrar para o cérebro e produzem uma proteína que destrói células nervosas.

Levantamento feito pela Queen´s University de Belfast relacionou uma saúde oral precária com o risco de surgimento de câncer de fígado.

Em 2004, cientistas descobriram a relação entre bactérias encontradas na boca e a ocorrência de pneumonia em pacientes internados em hospitais.

De acordo com a Sociedade Americana de Geriatria, uma em cada dez mortes por pneumonia poderia ser evitada com higiene dental caprichada.

Em 2017, outro levantamento relacionava a doença periodontal a câncer em mulheres mais velhas. Os pesquisadores acompanharam durante oito anos 65 mil mulheres, com idades variando entre 54 e 86 anos. Descobriram que aumentava o risco para câncer de esôfago e vesícula e, embora o exato mecanismo não tenha sido esclarecido, supõe-se que patógenos sejam engolidos com a saliva causando inflamação contínua em outros órgãos.